Entendendo o ciclo reprodutivo das matrizes suínas: detecção e estímulo do cio

Na complexa jornada da suinocultura, alcançar a excelência reprodutiva se revela um objetivo primordial. Nesse sentido, a compreensão minuciosa dos mecanismos hormonais que regem o ciclo reprodutivo das matrizes suínas emerge como um alicerce essencial para atingir esse nível. Em tal contexto, a aplicação de estratégias assertiva para a detecção e monitoramento do cio ganha destaque como um componente crucial para a excelência na reprodução suína.

Desvendando o momento ideal do cio: uma perspectiva fisiológica

Decifrar o momento ideal para a detecção do cio não se restringe à prática, mas envolve um processo fisiológico das matrizes suínas. Nesse contexto, o peso, crescimento e maturação dos tecidos emergem como pilares cruciais nesse contexto.

O peso desempenha um papel central na determinação do momento propício para a cobertura. A esse respeito, para que os sistemas reprodutivos estejam maduros o suficiente para a concepção, é necessário que as matrizes suínas atinjam um peso específico. Ademais, o crescimento assume uma função crucial, demandando amadurecimento anatômico e fisiológico adequado para que a matriz possa passar efetivamente por todo o processo reprodutivo.

A importância da maturação fisiológica

Uma matriz suína está pronta para ser fecundada quando alcança não somente um determinado peso, mas também quando todos os seus tecidos amadurecem e estão preparados para o processo reprodutivo. Nesse sentido, esse processo abrange não apenas os órgãos reprodutivos, mas também diversos sistemas e estruturas, incluindo o sistema hormonal, os órgãos internos e ossatura.
A maturação fisiológica envolve uma complexa harmonização de hormônios hipotalâmicos, gonadotróficos e ovarianos. Conforme a matriz cresce, esses sistemas se desenvolvem e se entrelaçam, preparando o corpo para a ovulação e eventual gestação. Além disso, vale destacar que a tradução tangível desse amadurecimento ocorre através do peso e do crescimento. No entanto, o verdadeiro marco está na harmoniosa convergência de todos os processos biológicos essenciais.

Procedimentos Essenciais para a Detecção do Cio

 Principalmente, na gestão da reprodução suína, é de extrema importância estabelecer um protocolo eficiente para a detecção do cio. Realizar essa atividade de maneira sistemática contribui significativamente para maximizar os resultados reprodutivos. Para garantir uma abordagem precisa, é crucial seguir uma rotina diária consistente. Aqui, apresentamos alguns passos fundamentais para o procedimento de detecção do cio:

1. Estimulação Através do Contato Físico Direto:

A introdução controlada do macho na baia das fêmeas desempenha um papel fundamental na estimulação e detecção do estro. O macho realiza o estímulo através dos seus feromônios masculinos, mantendo o contato direto por no mínimo 10 minutos diários. Isso proporciona uma oportunidade valiosa para identificar sinais de cio. Além disso, esse procedimento também ajuda a identificar porcas que podem não exibir o reflexo de tolerância.

2. Métodos para Fêmeas em Gaiolas:

Quando fêmeas são alojadas em gaiolas, é recomendável que se utilize um cachaço em conjunto com o teste da pressão lombar. Essa combinação de técnicas, amplamente reconhecida como o método mais acurado, permite obter uma identificação precisa do cio em fêmeas em estro.

3. Horários e Frequência Adequados:

A princípio, o diagnóstico de cio deve ser realizado pelo menos uma vez ao dia. Recomenda-se começar a detecção aproximadamente uma hora após a alimentação, pois nesse momento as fêmeas demonstram maior atividade e receptividade.

4. Técnica de Detecção:

Introduza o macho na baia ou coloque-o frente a frente com a fêmea em gaiolas individuais. Opte por utilizar um cachaço com idade superior a 10 meses, alternando entre diferentes machos para a detecção do cio.

Então, após mostrar o cachaço para a porca, realize imediatamente o teste de pressão lombar. Faça uma suave massagem no flanco da fêmea e aplique pressão nas costas. Nesse sentido, uma fêmea em cio reagirá rigidamente, demonstrando interesse pelo macho e não tentará se desvincular da pressão lombar.

5. Abordagem Cuidadosa:

Antes de mais nada, evite movimentos bruscos ou rudes, pois isso pode afetar a reação das fêmeas. Se a detecção for realizada em leitoas, que são mais nervosas e inquietas, é recomendável prolongar o contato com o cachaço.

Ou então, caso o cio seja verificado em uma baia, evite o uso de um cachaço excessivamente agressivo.

6. Respeito ao Tempo para cobertura:

Após identificar o cio, é crucial aguardar por um período mínimo antes de realizar a monta natural ou a inseminação artificial. Quando a fêmea permanece imóvel, você deve realizar a 1ª cobertura 12 horas depois, seguida por uma segunda cobertura 24 horas após a primeira. Esse cronograma visa aumentar a ovulação e, consequentemente, obter uma maior leitegada.

Compreender a importância do peso, crescimento e maturação fisiológica é um pilar crucial para determinar o momento ideal da detecção do cio. Com isso, a fim de almejar níveis excepcionais de eficácia reprodutiva, é possível combinar esses conhecimentos com estratégias de manejo detalhadas.

À medida que a suinocultura evolui, as ferramentas e recursos também se desenvolvem. A TOPGEN, reconhecida como uma referência no setor, criou o MANUAL DE MANEJO DE MATRIZES, uma valiosa fonte de orientação precisa respaldada por pesquisas. Ao adotar tais diretrizes, os criadores têm a oportunidade de otimizar seus resultados reprodutivos, impulsionando a indústria suína.

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