Manejo Reprodutivo nas Fêmeas Suínas: O caminho para uma produção eficiente!

O manejo reprodutivo é um dos pilares fundamentais para uma suinocultura de sucesso. Investir em estratégias adequadas para a reprodução das marrãs e matrizes é essencial para garantir uma produção eficiente de leitões saudáveis. Neste artigo, vamos explorar as práticas essenciais do manejo reprodutivo de suínos e como elas podem impactar positivamente na produtividade desde a pré-cobertura até o desmame.

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1. Pontos importantes na pré-cobertura:

É crucial adequar o manejo na indução do cio. Portanto, é fundamental registrar o dia de entrada em cio para controlar os dados. Isso facilita atividades como vacinação, flushing e coberturas. Além disso, recomenda-se reagrupar as fêmeas suínas por data de entrada em cio. Isso permite que você realize um manejo diferenciado para aquelas com atrasos no ciclo reprodutivo.

Para garantir um manejo reprodutivo bem-sucedido, você deve utilizar machos adultos com mais de 280 dias de idade. Eles devem estar em bom estado corporal e com aparelho locomotor saudável. Quando introduzir o macho na baia, esse momento será essencial. Nesse momento, ele terá contato focinho a focinho com todas as fêmeas. Uma pessoa pode estimular as fêmeas fazendo pressão lombar, desencadeando respostas positivas no ciclo reprodutivo. A rotação de machos também desempenha um papel importante para garantir que cada um tenha a oportunidade de demonstrar sua aptidão reprodutiva, já que cada macho possui seu próprio cheiro característico. Portanto, lembre-se de que o manejo de estímulo com o macho deve ter duração de 10 a 15 minutos.

No caso das marrãs, é necessário prestar atenção a três critérios: peso, idade e número de cios. Não é recomendado inseminar fêmeas no 1º cio ou com peso abaixo de 140 kg. Recomenda-se um peso em torno de 140 kg, juntamente com uma idade de 220-240 dias. Além disso, as marrãs devem possuir estrutura óssea e reservas corporais suficientes para suportar gestação e lactação. É aconselhável realizar a inseminação a partir do 3º ou 4º cio. Nessa fase, ocorre um alto número de ovulações e há um espaço uterino adequado para gestar um grande número de fetos.

2. Melhores práticas para cobertura e inseminação:

Atualmente, a suinocultura conta com protocolos avançados de cobertura e inseminação, que são adaptados ao comportamento de cio das matrizes. O monitoramento atento e cuidadoso do cio é essencial para garantir o sucesso reprodutivo do plantel. No caso da monta natural, um protocolo recomendado inclui duas montas, uma quando a fêmea inicia o reflexo de tolerância ao macho e outra, 24 horas depois, o que aumenta as chances de fertilização bem-sucedida. Por sua vez, a prática da inseminação artificial, amplamente utilizada nas granjas, requer cuidados sobre a qualidade do sêmen utilizado e é crucial avaliar a motilidade e viabilidade através do uso de microscópio, garantindo a qualidade do processo reprodutivo. Existem vários protocolos aceitos, mas o mais utilizado data de uma dose 12 horas após a aceitação da fêmea, repetindo 24 horas após

O manejo reprodutivo adequado é a base para alcançar uma produção suína eficiente e lucrativa. Compreender e aplicar corretamente as fases do ciclo reprodutivo, aliado a estratégias adequadas, é fundamental para otimizar a produtividade e o desempenho do rebanho. Dessa forma, é possível obter uma suinocultura bem-sucedida e sustentável.

Ao planejar estrategicamente o manejo reprodutivo e estimular os ciclos das fêmeas suínas, os produtores têm a oportunidade de aumentar significativamente a taxa de concepção, o que resulta na produção de leitões em maior quantidade, garantindo sua saúde e vigor. A utilização adequada dos protocolos de cobertura e inseminação, assim como a aplicação de tecnologias avançadas para avaliar o sêmen, contribuem para uma suinocultura de alto desempenho e rentabilidade. Portanto, investir em um manejo reprodutivo técnico e aprimorado é essencial para garantir o sucesso e a competitividade no setor de suinocultura.

3. Cuidados Pré-Parto e Gestação:

O bem-estar das suínas fêmeas durante a gestação é essencial para o sucesso da produção. Fornecer uma dieta balanceada e rica em nutrientes é fundamental para suportar o desenvolvimento fetal e garantir a saúde dos futuros leitões.

Oferecer um ambiente calmo e confortável também reduz o estresse, promovendo a saúde dos leitões e o comportamento tranquilo das fêmeas durante e após o parto. Cuidados pré-parto adequados garantem uma maternidade mais eficiente, aumentando a sobrevivência dos leitões e a saúde geral do plantel.

Outro ponto importante é o peso das matrizes, que precisa ser mantido em um equilíbrio. Tanto a magreza excessiva quanto o sobrepeso podem trazer consequências negativas para a gestação, o parto e o período pós-desmame. O baixo escore corporal indica que as matrizes sofreram restrições alimentares durante a gestação. Essa condição pode impactar negativamente os fetos, reduzindo seu desenvolvimento adequado e sua vitalidade. O resultado é um nascimento de leitões mais fracos e suscetíveis a doenças. Além disso, as matrizes magras podem apresentar dificuldades para conceber novamente após o parto, prolongando o intervalo entre as gestações e diminuindo a eficiência reprodutiva do plantel.

Por outro lado, matrizes acima do escore indicado também enfrentam desafios. O sobrepeso pode acarretar dificuldades na hora do parto, aumentando o risco de distocia (dificuldade ou impossibilidade de dar à luz). Esse quadro é prejudicial tanto para a matriz quanto para os leitões, que podem sofrer lesões durante o parto. Além disso, após o parto, essas matrizes enfrentam dificuldades em consumir a quantidade suficiente de ração para suprir as necessidades de amamentação. Essa baixa ingestão de alimentos resulta em menor produção de leite, comprometendo o crescimento e a saúde dos leitões durante o período de lactação.

4. Maternidade e Cuidados Pós-Parto

Na fase da maternidade, o manejo deve ser ainda mais atencioso. Proporcionar um ambiente limpo, espaçoso e com conforto térmico é essencial para o bem-estar das matrizes e dos leitões. O colostro precisa ser ingerido de forma homogênea pela leitegada, o que demanda de mão de obra capacitada no auxilio das primeiras horas pós parto, fortalecendo sua imunidade e garantindo um desenvolvimento saudável.

O manejo nutricional adequado durante a lactação é fundamental para garantir o crescimento saudável dos leitões e a eficiência reprodutiva do plantel. Ao fornecer uma dieta balanceada, rica em energia e proteína, além de cuidados com o acesso à água e a quantidade de ração oferecida, os produtores podem assegurar o bem-estar das matrizes e o sucesso da produção suinícola. Espera-se que uma fêmea consuma nessa fase de 6 a 8 kg de ração por dia, os manejos e adequações de estratégias de arraçoamentos devem ser utilizadas para alcançar esse volume de ingestão.

5. Desmame e Anestro Pós-Desmame

Um desmame adequado, com transições alimentares e ambientação adequada, minimiza o estresse nas matrizes e reduz o chamado anestro pós-desmame, a suspensão temporária da ciclicidade reprodutiva.

Adotar estratégias para acelerar o retorno à ciclicidade é fundamental para manter a eficiência reprodutiva e aumentar a taxa de concepção após o desmame no menor intervalo possível, garantindo assim o maior número de leitegadas por ano.

Em resumo, investir em um manejo reprodutivo cuidadoso, com atenção ao bem-estar das matrizes, nutrição adequada e estratégias para acelerar o retorno à ciclicidade, é essencial para a produção suinícola de sucesso. Dessa forma, os produtores podem obter leitões saudáveis, além de garantir o desenvolvimento sustentável da produção suinícola, resultando em um impacto positivo na produtividade e na lucratividade do negócio.

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