
Uma leitegada numerosa chama atenção. No entanto, o número de leitões nascidos não representa, isoladamente, a eficiência produtiva de uma matriz. Por isso, a análise do desempenho deve ir além da contagem de nascidos. É necessário avaliar quantos leitões chegam ao desmame, quantos quilogramas são produzidos por matriz e qual é o custo envolvido na formação de cada quilograma de leitão desmamado.
O que você irá saber:
- Por que o número de leitões deve ser analisado em conjunto com viabilidade, peso e uniformidade;
- Como genética, prolificidade e habilidade materna influenciam a qualidade da leitegada;
- Por que a eficiência ao desmame depende do equilíbrio entre quantidade de leitões, peso produzido e uniformidade.
Leitegada numerosa: potencial produtivo, mas não resultado completo
O número de leitões nascidos expressa parte do potencial reprodutivo da matriz. Entretanto, esse indicador precisa ser analisado em conjunto com a viabilidade dos animais, a distribuição dos pesos e a sobrevivência até o desmame.
Em leitegadas muito desuniformes, os leitões mais pesados apresentam maior capacidade de locomoção, acesso mais rápido ao aparelho mamário e maior competitividade durante as mamadas. Os animais mais leves, por outro lado, possuem menores reservas energéticas, maior dificuldade de termorregulação e menor capacidade para competir pelos tetos.
O desempenho da matriz não deve ser mensurado apenas pelo número de nascidos vivos. É necessário considerar sua capacidade de produzir leitões viáveis e desmamar maior quantidade de peso vivo com eficiência.
A padronização começa na origem: genética, prolificidade e habilidade materna
A base genética do plantel influencia o número de leitões nascidos, a distribuição dos pesos, a vitalidade neonatal, a qualidade do aparelho mamário e a capacidade materna de sustentar a leitegada.
Uma matriz eficiente é aquela que apresenta condições para transformar seu potencial reprodutivo em maior número de leitões saudáveis, uniformes e com peso adequado ao desmame.
Entre os atributos que devem integrar a seleção genética estão:
- Número de nascidos vivos;
- Peso e uniformidade ao nascimento;
- Vitalidade dos leitões;
- Número de tetos funcionais;
- Produção de colostro e leite;
- Habilidade materna;
- Peso total da leitegada ao desmame;
- Eficiência reprodutiva ao longo dos ciclos.
Eficiência ao desmame: equilíbrio entre quantidade, peso e uniformidade
O número de leitões desmamados permanece como um indicador relevante, mas precisa ser analisado em conjunto com o peso total da leitegada, a uniformidade dos animais e a eficiência da matriz durante a lactação.
- Uma leitegada numerosa pode apresentar resultado limitado quando existe elevada mortalidade, baixo ganho de peso ou grande proporção de leitões com desenvolvimento inferior.
- Da mesma forma, leitegadas muito desuniformes aumentam a necessidade de transferências, manejos individualizados e formação de lotes específicos nas fases posteriores.
No final, padronização é resultado construído desde a origem
A padronização dos leitões não depende de uma única intervenção realizada na maternidade. Ela começa na escolha da matriz e se desenvolve por meio da interação entre genética, ambiente e manejo.
A Matriz Afrodite foi selecionada considerando não apenas a prolificidade, mas também características funcionais que influenciam a sobrevivência, o crescimento e a uniformidade da leitegada.
A genética animal é a base para transformar potencial reprodutivo em resultados consistentes. A qualidade superior da genética TOPGEN posiciona a Matriz Afrodite como elemento central para elevar a eficiência produtiva do nascimento ao desmame.