
A longevidade reprodutiva começa ainda na fase de preparação das primíparas, antes da primeira cobertura, a partir de decisões técnicas relacionadas à seleção das fêmeas, ao desenvolvimento corporal, à maturidade reprodutiva, à nutrição, à sanidade, à conformação dos aprumos, à estrutura mamária e ao manejo. Essa preparação contribui para ampliar a eficiência ao longo da vida produtiva, reduzir a incidência de descartes precoces e favorecer maior equilíbrio na composição do plantel.
O que você irá saber:
- A longevidade das matrizes começa na seleção e na preparação técnica das primíparas antes da primeira cobertura.
- Desenvolvimento corporal, maturidade reprodutiva, nutrição, sanidade, aprumos e estrutura mamária influenciam diretamente o desempenho reprodutivo futuro.
- Falhas nessa fase podem elevar os riscos de perda excessiva de condição corporal, menor produção de leite, atraso no retorno ao estro e descarte precoce.
Como a preparação da primípara influencia sua permanência no plantel?
A permanência produtiva da matriz é construída desde a fase de preparação para a primeira cobertura. Nesse período, a fêmea precisa desenvolver condições corporais, estruturais, sanitárias e reprodutivas.
A primeira gestação e, principalmente, a primeira lactação representam fases de elevada exigência nutricional e fisiológica. Além de sustentar o desenvolvimento fetal, a produção de colostro e leite e o crescimento da leitegada, a primípara ainda pode estar completando seu próprio desenvolvimento corporal e esquelético.
Por essa razão, fêmeas que iniciam a vida reprodutiva sem desenvolvimento corporal adequado podem apresentar menor capacidade de consumo, recuperação pós-desmame mais lenta e maior intervalo entre o desmame e o retorno ao estro.
Essas alterações podem comprometer a regularidade reprodutiva, o desempenho nas ordens de parto seguintes e a permanência da matriz no plantel.
A preparação deve considerar fatores complementares
Seleção das fêmeas
A seleção precisa avaliar não apenas o peso ou a idade da primípara, mas também sua origem genética, desenvolvimento, conformação, condição sanitária e potencial reprodutivo.
A presença de número adequado de tetos funcionais, boa distribuição mamária, conformação vulvar adequada e ausência de alterações locomotoras também deve integrar o processo de seleção.
Desenvolvimento corporal
Peso, idade, composição corporal e maturidade reprodutiva devem ser avaliados de forma conjunta.
O desenvolvimento adequado contribui para que a primípara tenha estrutura suficiente para enfrentar a gestação e a lactação sem comprometer sua recuperação.
Equilíbrio nutricional
A nutrição durante a fase de preparação deve favorecer o desenvolvimento corporal, ósseo e reprodutivo.
O objetivo não é apenas alcançar determinado peso, mas formar uma fêmea funcional, com reservas adequadas e capacidade de sustentar as exigências dos ciclos produtivos.
Sanidade
O estado sanitário influencia diretamente a entrada da primípara no plantel reprodutivo. Programas de vacinação, adaptação sanitária, monitoramento e manejo devem ser realizados de acordo com a realidade de cada granja.
Problemas sanitários nessa etapa podem comprometer a gestação, elevar os riscos de perdas reprodutivas e limitar o desempenho futuro.
Qualidade dos aprumos
A conformação dos membros e a qualidade dos cascos são fundamentais para a permanência da matriz no sistema.
A avaliação dos aprumos deve fazer parte da seleção, pois problemas estruturais estão entre os fatores associados ao descarte precoce.
Como a preparação das primíparas influencia os resultados da granja?
A formação adequada das primíparas contribui para estruturar um plantel mais equilibrado e produtivo. Seus efeitos podem ser observados em diferentes indicadores, como:
- Taxa de descarte por ordem de parto;
- Número de partos por fêmea;
- Número de leitões nascidos e desmamados por matriz;
- Desempenho e uniformidade das leitegadas;
- Condição corporal ao desmame;
- Taxa de retorno à atividade reprodutiva;
- Necessidade anual de reposição;
- Custo de formação das leitoas;
- Custo de produção por matriz e por leitão desmamado.
A longevidade não depende de uma única decisão. Ela resulta da interação entre genética, seleção, nutrição, sanidade, ambiente e manejo, desde a preparação da primípara até os ciclos produtivos seguintes.
Invista na genética selecionada para a longevidade da sua produção
Na TOPGEN, a primípara é selecionada para integrar uma estratégia produtiva de longo prazo. Os critérios genéticos são direcionados à formação de matrizes equilibradas, conformação estrutural, capacidade de adaptação e permanência no plantel.