6 dicas para manter uma boa gestão e lucrar na suinocultura

Chegou a hora de aprender um passo a passo bem didático com as melhores práticas administrativas e econômicas para manter a boa gestão da sua granja.

6 dicas para manter uma boa gestão

CAPÍTULO 2: PLANEJAMENTO ADMINISTRATIVO/FINANCEIRO

Depois de se familiarizar com as boas práticas para iniciar seu negócio na suinocultura brasileira e entender o Guia Básico que fala tudo sobre planejamento e projeto ambiental, chegou o momento de dar os próximos passos, rumo ao sucesso da sua granja. Dessa vez, analisaremos mais de perto as questões administrativas e econômicas, que, apesar de soarem um pouco complicadas, podem ser mais simples do que você imagina, basta ter organização e estar atenção a todos os detalhes.  

BOA gestÃO FINANCEIRA = LUCRO NA SUINOCULTURA

Lembrando que, manter uma boa gestão financeira significa economizar e, consequentemente lucrar, garantindo ótimas oportunidades para o seu negócio crescer de maneira próspera, saudável e duradoura. Afinal, erros cometidos ainda nas etapas iniciais podem ser cruciais para a evolução do seu estabelecimento suinícolo. E a primeira coisa que precisamos ter em mente é que todas essas decisões dependem dos recursos disponíveis ao suinocultor, dentre eles: humanos, naturais, tecnológicos e financeiros, além das ameaças e oportunidades que surgem e o risco que ele está disposto a assumir. Para manter o controle de tudo isso, é preciso analisar as informações acerca do estabelecimento, do ambiente no qual está inserido e nas relações com toda a cadeia produtiva – isso também inclui os fornecedores e compradores. Abaixo listamos 6 dicas básicas para manter uma boa gestão e lucra com isso.

6 dicas para manter uma boa gestão na suinocultura

1. Tenha uma visão estratégica do seu negócio

  • Visões a longo prazo, com cerca de 10 anos, ajudam no estabelecimento de metas de produção, faturamento, produtividade, lucro, aposentadoria de colaboradores e transferência da administração para herdeiros do negócio;
  • Saiba quanto está sendo investindo na atividade e tenha noções de riscos e perdas;
  • Tenha uma visão de cadeia produtiva e compreenda a relação entre empresa, fornecedor, comprador e exigências do consumidor, tanto no Brasil como no exterior.

Mas lembre-se, ter apenas a visão estratégica não é o suficiente, também é fundamental analisar informações e fatores externos à propriedade, como por exemplo:

  • Produtores vizinhos, associações e cooperativas;
  • Internet, revistas especializadas, progamas de rádio e TV;
  • Assistência técnica, órgãos de pesquisa e representantes comerciais;
  • Participação em feiras e eventos.

Dica: a partir destas fontes de informação e do debate com suinocultores, vale a pena:

  • Acompanhar tendências de preço dos suínos e grãos nas principais regiões produtoras;
  • Acompanhar as mudanças nos fatores que interferem na remuneração do suinocultor;
  • Acompanhar as discussões sobre os principais países importadores e tentar compreender como isso afeta o volume de animais a serem comercializados;
  • Não tomar decisões quando o mercado estiver eufórico.
Dicas para manter uma boa gestão de suínos

2. Atenção para as receitas do suinocultor

Você sabia que os critérios de remuneração dependem em grande parte do vínculo do suinocultor com o elo de abate e processamento e também com o sistema de produção? Veja abaixo esse conceito um pouco mais detalhado.

Para calcular a remuneração dos parceiros responsáveis pela terminação, utilizamos a taxa de conversão alimentar como principal indicador. Outro fator que afeta esse número é a taxa de mortalidade – é válido se atentar a isso. Mas existem casos dentro da agroindústria que definem os valores de acordo com o desempenho dos outros integrados, ou seja, há uma concorrência no momento de valorar a remuneração. Dessa forma, a receita do parceiro em terminação depende do volume produzido e do preço do suíno sobre o qual é aplicado um percentual relativo ao desempenho obtido pelo suinocultor. Portanto, podemos definir esses três principais indicadores de desempenho: produtividade das matrizes, a conversão alimentar e a mortalidade.

3. Gestão de custos de produção

Na suinocultura, tudo é variável, ou seja, uma coisa depende da outra. Quando pensamos em custos de produção, devemos lembrar que eles dependem dos preços da mão de obra, genética, ração, insumos, quantidade utilizada e eficiência técnica. Diante disso, algumas ações de gestão podem ajudar na redução desses custos, veja abaixo:

  • Fazer o levantamento de preço vários fornecedores;
  • Negociar o preço do transporte dos insumos;
  • Adquirir grãos em períodos de safra, quando os preços estão mais baixos;
  • Caso precise, não hesite em adotar uma nova tecnologia ou novo equipamento, mas lembre-se de avaliar todos os impactos nos custos de produção.

Após um certo período, é importante: 

  • Comparar com os custos obtidos anteriormente para verificar uma possível evolução;
  • Comparar com indicadores técnicos, como a taxa de conversão alimentar, de mortalidade e de produtividade das matrizes;
  • Comparar com os resultados de outros suinocultores e diversas instituições.

4. O que levar em consideração na hora de calcular o custo da produção de leitões e de suínos em ciclo completo

CUSTOS FIXOS:
  • Depreciação das instalações e equipamentos;
  • Juros sobre capital investido (no mínimo a poupança);
  • Juros sobre reprodutores (no mínimo a poupança).
CUSTOS VARIÁVEIS:
  • Alimentação;
  • Aquisição de leitões;
  • Reposição de reprodutores;
  • Mão-de-obra e seus encargos;
  • Produtos veterinários;
  • Energia, água e combustíveis;
  • Transporte, manejo e tratamento de dejetos;
  • Manutenção e conservação.

5. A importância de analisar os resultados durante a gestão de suínos

Analisar os resultados das operações da sua granja é fundamental para que você entenda se todos os esforços estão realmente valendo a pena. Portanto, é importante que você considere alguns fatores, como estar atento aos indicadores zootécnicos e de produtividade que interferem nos custos e na remuneração e também nas diferenças entre custo de produção e desembolsos. Todos esses elementos devem ser considerados porque as instalações e equipamentos deverão ser repostos ao final de sua vida útil, além disso, os recursos investidos poderiam estar rendendo juros se aplicados na poupança ou em um fundo de renda fixa. 

6. Registros e documentação

Por último, mas não menos importante, precisamos falar sobre questões mais burocráticas, como registros e documentações:

  • É preciso manter a identificação dos animais por meio de tatuagens, brincos ou mossas, além disso, manter as fichas individuais de acompanhamento atualizadas além do Guia de Trânsito de Animais (GTA) e a nota fiscal dos reprodutores;
  • Sempre manter uma cópia dos demonstrativos de desempenho, contratos e aditivos disponibilizados pelas agroindústrias;
  • Manter registro das receitas, despesas, contas a pagar, contas a receber e dívidas sempre organizadas, assim como a documentação sobre previdência social e contratos de trabalho.

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Todas as informações foram retiradas do material: Boas Práticas de Produção de Suínos (2006), Embrapa.

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