Manejo Eficiente na Suinocultura: Matrizes de Reposição.

Na suinocultura moderna, a reposição eficiente do plantel é uma etapa fundamental para garantir a sustentabilidade e a produtividade das granjas produtoras de suínos. As marrãs, representando cerca de 20% das coberturas e partos, desempenham um papel crítico no ciclo produtivo. Assim, a adoção de práticas recomendadas, como a minimização do estresse do transporte, a promoção de uma adaptação sanitária eficaz, a oferta de nutrição e ambiente adequados, e um manejo reprodutivo cuidadoso, são essenciais para maximizar o desempenho desses animais e, por extensão, da granja como um todo. Este texto explora as melhores práticas e estratégias para otimizar a reposição e o manejo das marrãs em granjas suinícolas, visando a eficiência produtiva e o bem-estar animal.

Preparação das Instalações

A preparação adequada das instalações é um passo essencial no cuidado das marrãs. É fundamental que o piso seja de boa qualidade, com inclinação apropriada para minimizar a retenção de umidade e evitar ser liso, prevenindo problemas no aparelho locomotor dos animais. A densidade de alojamento também é crucial, com recomendações de 6 a 10 animais por baia e espaço de 1,8 a 2,0 m² por animal. Além disso, a higiene é vital: as baias devem estar limpas, desinfetadas e passar por um período de vazio sanitário.

INSTALAÇÕES DA TOPGEN

Adaptação Sanitária

Na chegada das marrãs à granja, um período de jejum de 8 horas é indicado para facilitar a adaptação dos animais ao novo ambiente e evitar problemas digestórios provenientes da viagem. Durante e após este período, é importante observar atentamente o estado físico dos animais, procurando por sinais de problemas de saúde como diarreia, dificuldades respiratórias, tosse, espirros, claudicação ou outras anormalidades clínicas.

Na introdução de marrãs em granjas, a medicação preventiva contra doenças respiratórias é essencial na chegada dos animais. A escolha do medicamento e a via de aplicação dependem do tamanho do lote e dos patógenos presentes. Em lotes menores, indica-se a medicação injetável, enquanto em maiores, a via ração é mais prática. O programa de vacinação, adaptado às condições de cada granja, é crucial, com a aplicação das vacinas ocorrendo 3 a 4 dias após a chegada das marrãs, seguida de um reforço após 3 semanas.

Nutrição

O manejo alimentar adequado das marrãs é crucial desde sua chegada até a cobertura. Isso inclui atender às exigências nutricionais específicas para cada fase, com ênfase na qualidade e quantidade da dieta. A nutrição é planejada para otimizar características como prolificidade e longevidade, seguindo diretrizes detalhadas de consumo e composição das rações. Ao seguir o esquema de alimentação estabelecido para as marrãs, espera-se um ganho de peso médio diário entre 0,600 e 0,700 kg. Esse ganho é projetado do período de 150 dias até aproximadamente 220 a 240 dias de idade, momento em que as marrãs devem alcançar um peso em torno de 140 kg.

Além disso, práticas como o ‘flushing‘, onde o consumo de energia proveniente da ração é aumentado antes da cobertura para estimular a taxa ovulatória, são fundamentais. A estratégia alimentar visa controlar o ganho de peso e evitar o acúmulo excessivo de gordura, essencial para uma reprodução eficiente e a saúde geral das marrãs. O ‘flushing’ nas marrãs é um processo realizado nas duas semanas antecedentes à cobertura, visando aumentar a taxa ovulatória e, consequentemente, o número de leitões. Durante esse período, é importante aumentar a quantidade de ração ingerida e o número de visitas ao comedouro. Após o ‘flushing’, as marrãs devem receber ração de gestação. É essencial manter um controle rigoroso sobre a quantidade e a frequência de alimentação durante o ‘flushing’ para assegurar o seu sucesso.

nutrição nas matrizes suínas

SISTEMA DE NUTRIÇÃO DA TOPGEN

Manejo reprodutivo

No manejo reprodutivo das marrãs, é crucial induzir precocemente o primeiro cio através do contato diário com machos adultos, a partir dos 150 dias de idade da marrã. A alocação das leitoas longe dos machos até o momento do contato, visa maximizar o efeito surpresa e evitar a habituação precoce. Machos escolhidos devem ser ativos, saudáveis e com mais de 280 dias de idade. A interação direta e a rotação de machos proporcionam estímulos variados, importantes para o sucesso do processo. Este manejo, associado ao estresse do transporte e agrupamento, normalmente resulta em um início de cio em cerca de 85% a 90% das marrãs em uma semana. Para uma organização eficaz, as marrãs são agrupadas por data de entrada em cio, facilitando a administração de vacinas, ‘flushing’ e coberturas, e proporcionando um manejo diferenciado para aquelas que demonstram atraso no cio.

Cobertura das Marrãs

O momento de cobertura das marrãs é baseado em critérios de peso, idade e número de cios. A recomendação é que as marrãs sejam cobertas no seu 3° ou 4° cio, com cerca de140 kg de peso vivo e com idade entre 220 a 240 dias. Esses critérios asseguram que as fêmeas tenham a estrutura óssea e as reservas corporais necessárias para suportar a gestação e a lactação, além de um número elevado de ovulações e espaço uterino suficiente para gestar um grande número de fetos.

Para finalizar este texto sobre o manejo eficiente de marrãs na suinocultura, inspirado nas práticas e filosofia da TOPGEN, é importante enfatizar a sinergia entre inovação, bem-estar animal e produtividade. A TOPGEN se destaca na suinocultura por promover técnicas que não só elevam a eficiência produtiva, mas também respeitam a saúde e o bem-estar dos suínos. Este compromisso reflete a visão da empresa de liderar o setor com responsabilidade, oferecendo soluções avançadas e sustentáveis. Para mais informações e insights, visite o blog da TOPGEN.

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