Produção de carne suína pode subir em até 4% em relação a 2022

A perspectiva para 2023 em relação ao mercado de suinocultura traz números otimistas para o setor.

Produção de carne suína em 2023

2023 será um ano de muitas expectativas para diversas áreas, seja da saúde, do turismo ou da economia, e é normal começarmos o ano abraçando boas oportunidades e com um olhar bastante otimista. Afinal, é o início de um novo ciclo e as esperanças são renovadas. Na suinocultura não seria diferente. Segundo dados da Conab, as projeções e perspectivas para esse ano prometem ser melhores que a do ano passado e os números traçam um cenário positivo e de crescimento, principalmente quando o assunto é a produção de carne suína, que só tende a crescer. A projeção é de que suba em até 4% em relação a 2022. Conforme veremos nos tópicos abaixo. Aliás, não tem como falar de carne suína, sem analisarmos a relação dos países asiáticos com o mercado de suinocultura.

Recuperação dos rebanhos chineses

 

A rápida recuperação dos rebanhos chineses, atingidos fortemente pela Peste Suína Africana (PSA) a partir de 2018, em conjunto com a alta concentração das exportações de carne suína brasileira para a China, vem ocasionando uma forte queda das cotações de suíno vivo – e consequentemente da carne suína – no mercado interno, principalmente após essa perda de entusiasmo do apetite chinês.

Com isso, produtores independentes já operam com prejuízo há algum tempo e tentam ajustar a produção diminuindo o próprio plantel e também o peso médio de abate, em busca de um menor consumo do produto de maior custo: que é a ração. Por conta disso e devido ao crescimento dos custos, acredita-se que o cenário permanecerá desafiador para o suinocultor no próximo ano. O alívio tende a acontecer quando ocorrer a colheita da 2ª safra de milho.

De olho nas perspectivas

 

Cenário interno

 

  • Rebanho: estimam-se 42,5 milhões de cabeças em 2023, isso representa 1,4% a mais em relação a 2022;
  • Abates: estimam-se 60,4 milhões de cabeças em 2023, ou seja, 6,7% a mais em relação a 2022. Vale ressaltar que a produção de carne terá um aumento mais discreto, em virtude do menor peso médio de abate;
  • Exportação: tende a subir em uma previsão de 1,17 milhões de toneladas. Esse número representa 8% a mais em relação a 2022.

QUADRO DE SUPRIMENTO - SUINOCULTURA

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Alta das exportações em 2023, após queda em 2022, reflexo do processo de ajuste de oferta na China.

Rebanho e quadro de suprimentos no Brasil

 

Colocando essa situação em um cenário neutro, a tendência é de um aumento da ordem de 6,5% nos abates em 2022, mas que não se converte totalmente em aumento de produção de carne, já que será mais caro fazer a terminação dos animais.

Vale a pena ressaltar que, durante os anos de 2020 e 2021, houve um aumento dos alojamentos, pois a demanda chinesa estava muito aquecida. No entanto, com o revés desse cenário, esse volume foi redirecionando para o mercado interno. Com isso, as projeções indicam que a oferta de carne suína foi cerca de 4,3% maior que em 2022.

Rebanho e quadro de suprimentos no mundo

 

Já em relação ao mundo, devemos nos atentar às consequências da PSA, tendo em vista que China é o maior produtor, importador e consumidor mundial da proteína suína. Portanto, veja abaixo algumas perspectivas diante desse cenário:

  1. Após a rápida recomposição do plantel chinês, o governo local busca maneiras de enxugar a oferta interna, visando preservar a remuneração do suinocultor;
  2. Com a mudança do perfil de produção da suinocultura chinesa para um modelo tecnificado, a tendência é de aumento do peso médio de abate dos animais, além do processo de descarte de matrizes menos produtivas;
  3. Tendência de queda no comércio mundial (importações e exportações), pois a China ainda está recuperando sua produção interna, necessitando cada vez menos de importações de outros países.

PERSPECTIVAS • CENÁRIO INTERNO

Exportações no Brasil

 

Com a diminuição dos volumes demandados pela China, a tendência é diretamente proporcional. Ou seja, haverá a diminuição do fluxo de embarques da carne suína brasileira. Contudo, com a abertura de novos mercados dos países, principalmente do Sudeste Asiático, a tendência desses mercados absorveram o excedente, essa queda tende a ser amenizada.

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Fonte: Perspectivas para a Agropecuária – Safra 2022/2023 – Conab.

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