Manejo de inverno: Medidas para prevenção da mortalidade na granja

A queda de temperatura nessa época do ano contribui para o aumento da incidência de doenças respiratórias e mortalidade nas granjas suínas. Confira algumas medidas para minimizar as perdas decorrentes da diminuição da temperatura ambiental.

O impacto do frio na saúde da granja

Doenças como a pneumonia, pleuropneumonia e rinite atrófica são as principais enfermidades respiratórias em granjas suínas, causando queda no consumo, menor ganho de peso e mortalidade. Sua incidência aumenta com as baixas temperaturas, devido a uma menor eficiência das defesas naturais do sistema respiratório, além da redução da circulação de ar nas instalações.

As temperaturas mais baixas também afetam de forma expressiva o conforto térmico dos animais. O conforto térmico é importante para a homeostase, que é o equilíbrio das reações químicas no organismo dos animais. A queda acentuada da temperatura corporal pode, portanto, levar os animais a óbito.

Termorregulação dos leitões: um grande desafio

Os leitões recém-nascidos e lactentes são as categorias com menor capacidade de termorregulação, isto é, de manter a temperatura corporal em níveis fisiológicos.

O conforto térmico dos leitões recém-nascidos está no intervalo entre 32 a 34ºC, enquanto leitões até a desmama não conseguem realizar a termorregulação em temperaturas abaixo de 21ºC. Com o inverno, não é possível alcançar o conforto térmico desses animais sem intervenções nas instalações.

Atenção às temperaturas críticas de cada categoria

Cada categoria possui uma faixa de temperatura ótima para o conforto térmico, e uma temperatura mínima crítica, abaixo da qual observa-se prejuízo à termorregulação

Categoria Temperatura de conforto Temperatura crítica inferior
Recém-nascidos
32 - 34ºC
-
Leitões até a desmama
29 - 31 ºC
21 ºC
Leitões até a desmama
22 - 26 ºC
17 ºC
Leitões em crescimento
18 - 20 ºC
15 ºC
Suínos em terminação
12 - 21 ºC
12 ºC
Fêmeas gestantes
16 - 19 ºC
10 ºC
Fêmeas em lactação
12 - 16 ºC
7 ºC
Fêmeas vazias e machos
17 - 21 ºC
10 ºC

Fonte: Embrapa Suínos e Aves (2021).

Diversas intervenções simples minimizam o impacto do frio sobre os animais. Sua negligência, contudo, pode resultar em alta mortalidade e perda significativa do ganho de peso.

Intervenções nas instalações da granja

  • Materiais isolantes nas paredes e teto: melhora o conforto térmico, diminuindo a perda do calor corporal.
  • Manejo de cortinas: reduz as correntes de ar, que retiram o calor superficial da pele dos animais e afeta a mucosa respiratória.
  • Camas secas e confortáveis: menor contato do animal com o solo e melhor manutenção da temperatura corporal.
  • Ventilação: embora correntes de ar diretas sobre os animais sejam prejudiciais, a presença de aberturas e janelas para renovação do ar é essencial, reduzindo a carga de vírus patogênicos e de gases nocivos ao trato respiratório.

Atenção à Nutrição

  • Dieta: o alimento fornece a energia para a termorregulação dos animais. Uma dieta balanceada e com boa palatabilidade para incentivo do consumo são fundamentais para o enfrentamento das baixas temperaturas.
  • Água de qualidade e com temperatura amena: a desidratação prejudica as defesas naturais do trato respiratório e precisa ser consumida em quantidade adequada.

Monitoramento contínuo dos animais

A observação constante possibilita a detecção precoce de desconforto térmico e de sinais de doenças respiratórias. Assim, ações rápidas e mais eficazes podem ser executadas, reduzindo custos com tratamento e perdas de animais.

Redução do estresse

O manejo tranquilo evita a secreção excessiva de cortisol, substância que diminui a imunidade dos animais. Assim, os animais são mais resilientes para enfrentar desafios sanitários.

O estresse pós-desmame é um dos períodos mais críticos; por isso, o manejo nesse momento deve ser o mais humanizado possível.

Animais mais resistentes a infecções: conheça a genética TOPGEN

A resistência a infecções e a rusticidade são atributos que podem ser selecionados geneticamente. Nossa fêmea matriz AFRODITE garante uma maior resiliência a infecções respiratórias, pois:

  • Possui melhor aparelho mamário e habilidade materna, nutrindo e mantendo o fornecimento de energia para os leitões;
  • Entrega leitegadas com maior peso ao desmame e mais resistentes;
  • Se destaca pela docilidade, gerando menor estresse durante o manejo;
  • Apresenta excelente robustez, sendo menos vulnerável a infecções, inclusive respiratórias.

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REFERÊNCIAS:

  1. Embrapa Suínos e Aves (2021) Homeotermia