Produtividade x mortalidade de leitões: A alta prolificidade nem sempre compensa

A seleção genética das matrizes possui grande foco na busca por leitegadas hiperprolíficas. Afinal, em uma conta simples, o nascimento de muitos leitões resultaria em mais animais terminados no fim do ciclo. Mas, ao se fazer uma conta mais detalhada, fica o questionamento: desses leitões, quantos são, de fato, desmamados?

Mortalidade de leitões

O potencial genético das matrizes hoje, no Brasil, possibilita que atinjam uma média de 14,5 leitões por leitegada. Entretanto, a quantidade média de leitões desmamados é de 12,5 animais. Ou seja, perde-se até dois leitões entre o nascimento e o desmame em leitegadas hiperprolíficas.

Os leitões lactentes representam a categoria mais suscetível na granja, sendo que a mortalidade dessa categoria é, muitas vezes, maior que a soma da mortalidade das demais categorias. A maior mortalidade ocorre antes do desmame, principalmente nas primeiras 36 horas.

O desenvolvimento intrauterino e o parto

A mortalidade de leitões em grandes leitegadas pode ser maior devido a uma diversidade de fatores, que muitas vezes estão inter-relacionados. A viabilidade da prole começa a ser afetada ainda no útero. Mais leitões nascem com baixo peso devido a uma maior partilha intrauterina de nutrientes. Os animais com baixo peso ao nascimento apresentam uma taxa de sobrevivência ao desmame menor que 50%.

O peso, além de ser menor, também apresenta maior variabilidade entre os animais, afetando diretamente a uniformidade e o manejo. Como a duração do parto também é maior, a viabilidade dos leitões que nascem por último cai de forma significativa.

O baixo peso ao nascimento pode impactar toda a vida produtiva do animal e está relacionada a um menor peso na terminação e uma menor lucratividade por animal abatido. Embora seja possível recuperar o ganho de peso dos animais que sobrevivem, isso exige maiores investimentos em nutrição e manejo.

Leitegadas muito grandes e a fêmea

Um outro ponto importante é a quantidade de tetos viáveis da fêmea, que muitas vezes é menor que o número de leitões. A disputa leva à baixa ingestão de colostro e de leite pelos leitões menores, resultando em baixo ganho de peso e inanição por hipoglicemia e hipotermia. A menor ingestão de colostro impacta na imunidade passiva do leitão, que se torna mais suscetível a infecções.

A morte por esmagamento possui um papel fundamental na mortalidade de leitões neonatos e é a principal causa de óbito desses animais em muitas granjas. Leitões menores apresentam mais dificuldade de termorregulação, e por isso passam mais tempo buscando calor da fêmea através de maior contato corporal, sendo, portanto, mais suscetíveis ao esmagamento.

O esmagamento dos leitões também está associado ao temperamento da fêmea e à habilidade materna, que determinam seu grau de agitação e sua resposta ao chamado do leitão em perigo.

Quanto maior o número de leitões desmamados, menor o custo de produção

A mortalidade de leitões lactentes corresponde a 17% dos prejuízos de uma granja suína. Por isso, essa primeira fase pode ser determinante para o lucro da produção.

O custo de produção de um leitão desmamado está diretamente relacionado ao custo de manutenção da matriz durante um ano, ou seja, da alimentação desse animal nas fases de gestação, lactação e período vazio.

Quanto mais animais forem desmamados, menor o custo individual para produção de cada um desses leitões. Uma maior quantidade de leitões desmamados resulta em uma diluição  das despesas, um menor período equivalente a dias não-produtivos da matriz e o maior retorno sobre o investimento.

O tamanho da leitegada não pode ser o único critério na escolha de matrizes

Considerar a hiperprolificidade como  único critério para a escolha da matriz não é uma estratégia eficaz. A combinação de uma boa prolificidade com atributos como habilidade materna, resistência a desafios sanitários, conformação corporal que suporte uma leitegada numerosa e a qualidade do aparelho mamário é o que determina o sucesso na sobrevivência e ganho de peso dos leitões.

A matriz Afrodite, da TOPGEN reúne todas essas características e, como resultado,  apresenta alta taxa de sobrevivência e ganho de peso dos leitões lactentes, que se reflete na performance dos animais na fase de terminação.

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